sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Mapas Históricos do Paraná: 1919


Neste mapa de Romário Martins, de 1919, já aparece o Paraná com seus limites meridionais definidos pelo acordo de 1916. Mesmo propondo um “Mappa do Estado do Paraná”, o atavismo paranaense ao território do Contestado levou o autor a representar integralmente o território catarinense.

Trata-se de um dos mais bem cuidados mapas produzidos até então, de bela apresentação e com muitos detalhes. Além do perfil do relevo paranaense, da planta das baías de Paranaguá e Antonina, o destaque inédito dos “Grandes Saltos do Yguassú” é muito esclarecedor, tendo certamente causado bons efeitos à época para melhor se entender a localização das cataratas.

No processo de ocupação do território paranaense, quatro frentes de ocupação e colonização chamam a atenção nessa época:

1. A frente “nortista”, oriunda de Minas Gerais e São Paulo, representada sobretudo por Jacarezinho e Ribeirão Claro.

2. A penetração para oeste em direção a Foz do Iguaçu, partindo de Guarapuava. Já aparecem os núcleos de Mallet (Laranjeiras do Sul), Formigas e Catanduvas.

3. A frente de Palmas e Clevelândia em direção à fronteira Argentina, já aparecendo o núcleo de Pato Branco.

4. As “obrages” argentinas com mãos-de-obra paraguaia e os “mensus”, na margem esquerda do rio Paraná.

Essa frente é estrangeira e penetra à procura de erva-mate.

Entre Guairá e Porto Mendes está construída uma pequena estrada de ferro, sistema Decauville, executada pela empresa Mate Laranjeira a fim de facilitar a exportação da erva-mate matogrossense para o mercado argentino. Essa ferrovia foi construída para contornar o Salto das Sete Quedas.

Fonte: ITCG.

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