quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Mapas Históricos do Paraná: 1912


Este poderia ser considerado o mapa das utopias. O sucesso que as novas estradas de ferro estavam proporcionando em São Paulo e no resto do Brasil, levou o Governo Federal e os dos Estados a sonharem com a multiplicação das ferrovias no extenso território brasileiro.

Não dispondo de verbas para construí-las, apelaram para concessões de ramais fantásticos a particulares, esperando desta forma um verdadeiro milagre, isto é, a sua efetiva concretização.

Surgem então no Paraná várias concessões visando à realização de quiméricos projetos, que estão representadas no mapa:

a) Guaratuba a Barracão, ligando o litoral com a Argentina;

b) Rio Negro a Foz do Iguaçu, passando por Guarapuava;

c) Ponta Grossa a Guairá, pelo vale do Piquiri;

d) Guarapuava e Mato Grosso, pelo divisor Piquiri-Ivaí;

e) Antonina e Mato Grosso, via Serro Azul e Castro;

f) Ponta Grossa ao Paranapanema, com um ramal nas margens do Tibagi e outro pelo Laranjinha;

g) Jacarezinho às Sete Quedas, ramal concedido à Sorocabana pelo Governo Federal.

Em 1924, o historiador Romário Martins visitou o Norte Pioneiro. Tomando conhecimento da realidade econômica e humana da região, conclui que o maior problema do Paraná era a integração do seu território. Esclarecia que antes andava pleiteando e sonhando com ferrovias transparanaenses, que ligassem o mar oceano ao mar fluvial. Eram futurismos poéticos e generosos.

Fonte: ITCG.

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