quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Mapas Históricos do Paraná: 1938


A partir de 1938, coube ao Departamento de Terras e Colonização organizar anualmente um mapa oficial do Paraná.

Neste mapa elaborado por ordem do Interventor Federal Manoel Ribas, sob o Estado Novo do Presidente Getúlio Vargas, podem ser detectados diversos avanços no processo de ocupação do território paranaense.

1. No Norte do Estado opera-se uma grande transformação: os trilhos da Estrada de Ferro São Paulo-Paraná, passando por núcleos do povoamento em plena evolução, tais como Bandeirantes, Cornélio Procópio, Londrina, Arapongas, Apucarana, Jandaia, testemunham um dos mais significativos fenômenos de ocupação e colonização do território brasileiro.

O grupo inglês da “Companhia de Terras Norte do Paraná” promoveu a rápida colonização dessa região, aplicando o sistema da pequena propriedade rural, dividindo as férteis terras em lotes coloniais, glebas e zonas.

O mesmo grupo inglês havia adquirido em 1928 a Estrada de Ferro São Paulo-Paraná e assumido o compromisso de levar seus trilhos às margens do rio Tibagi até fins de 1931. Em seguida, os ingleses os levaram mais para o oeste. Londrina é fundada em 1930, elevada à categoria de cidade e sede de município em 1934, formando-se desde logo um centro social de irradiação.

Com o desenvolvimento da região, cresce a produção de café paranaense, tornando-se a região de Londrina o eixo produtor na década de quarenta. A mobilidade de outras duas frentes de colonização também é percebida no mapa.

2. Para o oeste, em direção a Foz do Iguaçu, seguindo pela estrada carroçável, já se destacam dois núcleos, Catanduvas e Cascavel.

3. Pela Picada a oeste de Pato Branco, surgem pequenos núcleo como Renascença e Santo Antônio, este último na fronteira com a Argentina. Aparece também a localização da gleba Missões, palco de futuros conflitos de terras.

Fonte: ITCG.

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