quinta-feira, 27 de março de 2014

Educação no Campo

Por Rokely Ramos.

Muito se discute sobre a educação no campo, seja quanto à metodologia ou quanto a sua função social. O fato que me chama atenção, porém, é o já estabelecido costume de “empurrar as coisas goela abaixo”, de forma a parecer que os indivíduos são incapazes de pensar o que seria melhor para eles próprios.

Com vistas ao fato acima, procurei entrevistar (informalmente) dois sujeitos que vivenciam a educação do campo, sendo no primeiro caso uma aluna e no segundo uma professora.

A primeira, ao ser indagada sobre qual é a importância da educação do campo, responde: “Acho muito importante, porque antes nós tinha que acorda muito cedo, e até chega lá na escola, a gente já tava cansada”, insisti então: - E quanto ao ensino, os conteúdos a forma de ensinar e aprender (...)? A aluna mais que depressa respondeu: “Há, é tudo a mesma coisa”.

À segunda entrevistada, solicito que fale um pouco sobre as suas impressões quanto a essa modalidade de educação: “A educação no campo é uma boa ideia, mas acredito que isso não irá resolver as questões que estão sendo propostas, como por exemplo, a de fazer com que o jovem permaneça no campo. Qual jovem hoje em dia quer ficar isolado do mundo?”.

Sem dúvidas, essa é uma discussão bem polêmica e por isso mesmo não entrarei em maiores detalhes. Sobre o ponto de vista científico, temos inúmeras pesquisas que justificam essa especialidade da educação. Dentre os principais argumentos estão: o aluno do campo, muitas vezes, precisa de horários especiais de estudo; é preciso pensar um currículo adaptado à sua realidade; utilizar uma metodologia que ao longo do processo valorize suas práticas e experiências cotidianas; etc.

Cientificamente está comprovada a peculiaridade da educação do campo, falta somente medir a aceitação e a eficácia dessa modalidade de ensino, por parte daqueles que ainda não a observaram ou talvez nem a perceberam.

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