quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Por um processo eleitoral mais democrático para o SINDEPAR!

O debate é a melhor forma de comparar os planos de dois candidatos.


 

É consenso entre os brasileiros que 2014 será um ano decisivo para o país, pois serão realizadas as eleições governamentais nos níveis federal e estadual. Neste sentido, para os Despachantes de Trânsito do Paraná este será um ano ainda mais importante, pois também escolherão o presidente do SINDEPAR (sindicato que representa a categoria). E a boa notícia, é que desta vez terão duas opções para analisar as propostas e ideias e, escolher a mais adequada para a classe.

Semana passada circulou entre a classe um texto que logo no início chama a atenção para “a saudável e necessária alternância de poder” como principal argumento para pedir voto à chapa opositora. Vale lembrar que um líder sindical não nasce da noite para o dia e que existe uma grande diferença entre escolher um presidente da república e encontrar uma pessoa adequada para a presidência de um sindicato. Neste caso, o ideal, é que o líder do sindicato permaneça no cargo até que surja outro, em melhores condições que este, para conduzir a categoria. Seria tolo usar o argumento da “alternância” para trocar um líder competente por outro sem preparo para a função.

A classe dos Despachantes de Trânsito vive em um ambiente dinâmico e que desperta interesses dos mais diversos grupos econômicos, que dispensa citá-los, pois todos conhecem quais são. Desta forma, é imprescindível que se tenha à frente do SINDEPAR uma Diretoria atualizada e bem preparada para a atualidade até porque como diz um velho ditado, “águas passadas não movem moinhos”. Neste momento, qualquer despachante do Paraná, bem informado, não tem dúvidas de que a atual diretoria do SINDEPAR é a mais preparada para enfrentar os problemas vindouros e, que o presidente Everton Calamucci é o nome mais indicado para liderar a categoria.

Estas condições, no entanto, não impedem que os opositores se candidatem à direção do SINDEPAR, pelo contrário, eles têm o direito de ter o espaço adequado para demonstrar que são mais competentes para administrar e conduzir a classe perante os grandes desafios que estão por vir. Por outro lado, os despachantes também precisam conhecer melhor os opositores, muito mais do que um simples texto de propaganda da chapa pode mostrar. Seguindo “o mais alto espírito democrático” como diz o presidenciável da chapa concorrente, é de extrema importância que eles tenham acesso aos recursos do SINDEPAR para dar mais informações sobre as suas reais intenções frente às grandes questões que hoje preocupam a classe. Não se deve deixar que a falta de recursos torne-se um empecilho ao surgimento de um novo líder capaz de “fazer uma gestão, quem sabe, histórica para a classe de despachantes de trânsito”. Para isto, um dos recursos mais democráticos que existem num processo eleitoral, é o debate. Precisa-se urgente que sejam comparadas as propostas entre Everton Calamucci e Renê Rodrigues Pereira, com transmissão via internet ao vivo a todos os despachantes do Paraná. Desta forma, sem grandes gastos, vamos dar oportunidade a todos os colegas de conhecer profundamente quais são as posições e o Plano de Trabalho de cada chapa.

O debate proposto é a oportunidade de saber mais sobre algumas situações que ficaram nas entrelinhas da propaganda da chapa opositora, como por exemplo, o posicionamento quanto às Resoluções 282 e 466 do Contran. Todos sabem que são muitos os adversários dos Despachantes do Paraná interessados em tomar esta ferramenta vital de trabalho da classe que é a vistoria veicular realizada pelo despachante. Também é de conhecimento público, que hoje existem inimigos dentro da trincheira, que alguns “companheiros” que se acham expertos, se venderam ao outro lado obtendo credenciamento de ECV’s em nome de terceiros. Desta forma, é necessário saber qual é o posicionamento da outra chapa, inclusive, precisa-se conhecer mais quem integra e quem são os apoiadores, pois é preocupante a frase que diz “além dos nomes que compõem a chapa, contamos também com a solidariedade e a retaguarda de outros respeitados profissionais despachantes da capital e do interior”. No mínimo, é incongruente por parte do líder sindical que num momento se diz preocupado com a “transparência” e noutro, demonstra fazer política truculenta, oferecendo anonimato aos aliados ou patrocinadores.

Outra pauta que não pode faltar no debate, é sobre o que motivou esta ‘revolta’ repentina na oposição, que parece um vulcão que ficou por muito tempo adormecido e que, de uma hora para outra, explode em lavas, cinzas e fumaça. Após hibernar silenciosamente, é curioso o aparecimento do líder revoltado, que ressurge esbravejando duras críticas à chapa da situação, dizendo que está preocupado com os problemas da classe. Todos os Despachantes do Paraná são inteligentes e percebem que o SINDEPAR está em uma das melhores fases da sua história, e que em todas as batalhas dos últimos tempos, nunca se ouviu falar da presença da oposição ajudando a classe. Afinal, onde estavam? É necessário saber, através do debate, se a chapa opositora não compactua com aqueles companheiros que ficaram nos últimos tempos (isto todos lembram) agourando o trabalho vitorioso executado pelo SINDEPAR, cochichando pelos cantos e corredores das CIRETRANS dizendo frases do tipo: – ‘Já perderam para os plaqueiros’... – ‘Nunca o Governador do Estado irá num evento dos Despachantes’... – ‘Vão perder isto, vão perder aquilo’... Por último, a frase do texto citado que é a mais preocupante. O que se quer dizer ao afirmar “sempre dentro de uma natural ordem hierárquica”? Isto cheira a submissão que é a última coisa que um sindicato pode ser. Nenhuma categoria profissional admite um ‘sindicato pelego’. Ao contrário, SINDICATO tem que estar preparado para todo o tipo de negociação e ser rigoroso quando necessário. É por estas e outras questões que precisamos do debate, urgente.

É natural que o sucesso do trabalho executado pela atual diretoria desperte o interesse de pessoas que gostariam de estar hoje sentando junto com a Diretoria do DETRAN-PR, Presidente da Assembleia Legislativa e com o próprio Governador do Estado e mais, negociando de igual para igual as questões pertinentes ao nosso setor. Mas também é de extrema importância aprofundar o debate sobre o futuro do SINDEPAR, e que ambas as chapas se posicionem claramente frente às grandes questões da categoria dos Despachantes de Trânsito. Todo o trabalho que vem sendo conduzido não pode ser meramente deixado de lado diante dos objetivos egoístas de alguns, ao contrário, precisa-se continuar avançando. E o processo eleitoral com duas correntes de pensamentos diferentes é positivo e importante para a classe, que deve ser conduzido com serenidade. Nenhuma das partes deve se deixar levar pelas emoções e o debate deve ser sobre ideias, impessoal. Neste texto, não se buscou a crítica gratuita, mas sim elencar as questões realmente importantes para o embate entre as duas chapas concorrentes, que devem ser respondidas com o respeito e o bom senso que uma sociedade democrática merece.


Grupo de apoio à Chapa Everton Calamucci.

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