sexta-feira, 12 de julho de 2013

A SEMENTE DAS RUAS

 
 
A seguir, vou reproduzir um texto do Deputado Antônio Bulhões, que achei pertinente, sobre as manifestações das ruas do Brasil.

A SEMENTE DAS RUAS


A imprensa vem transmitindo um ar heróico às pessoas que estão nas ruas protestando por uma nova realidade. Essas manifestações permitem a um observador cético considerar algumas hipóteses.

O governo rompeu o limite da tolerância da população ou a população é que perdeu a noção do limite?

Essas duas hipóteses são plausíveis dependendo de como se olha o processo. Se buscarmos entender como a maioria da população viaja nos transportes públicos ou como é a espera de uma pessoa para receber atendimento num hospital, temos que entender os manifestantes.

Se olharmos para as depredações que ocorrem, somos levados a acreditar que direitos alheios estão sendo violentamente atacados.


“Há um otimismo mal intencionado, por trás das tentativas de transformar o mundo, com soluções ingênuas ou utópicas”.


Reconhecemos que esses ataques são feitos por uma minoria e que isso não tira a legitimidade da manifestação. O que traz surpresa nessa atitude é que não encontramos uma explicação óbvia para a anarquia consciente realizada.

Afinal os violentos manifestantes agem sempre mascarados e sempre com  instrumentos levados para o protesto.



Isso me fez lembrar uma situação parecida na Inglaterra. País famoso pela pontualidade do metrô e pela eficiência do sistema de saúde.

Vimos a homenagem que o povo britânico fez a esses serviços na cerimônia das Olimpíadas. Mas em 2011, Londres foi atacada por uma onda de vândalos fora do comum.

O Filósofo Conservador Britânico Roger Scruton analisou a atitude dos jovens britânicos e afirmou que diversos estudos mostram com clareza a vinculação de programas assistencialistas com a proliferação de uma classe ressentida, raivosa e dependente. Dependência que cria um otimismo mal intencionado, que está por trás de todas as tentativas de transformar o mundo, por meio de um ajuste em larga escala, de uma solução ingênua ou utópica.



Os programas assistencialistas não são os do tipo que conhecemos, como o Bolsa Família. São aquelas políticas que mais paparicam do que ensinam responsabilidade em buscar o próprio progresso. Políticas que só instruem sobre a existência de direitos e transformam os filhos em pequenos tiranos.

 

Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


Fonte: Site do Deputado Antônio Bulhões
Link:
http://www.deputadoantoniobulhoes.com.br/gap/070boletim-sementedasruas.pdf

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