terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Com nova lei seca, explode o número de prisões por embriaguez em Guarapuava

Mesmo sem blitze, no primeiro mês de aplicação da nova regra – que permite outras provas para constatar embriaguez – detenções aumentaram 1.700% em relação ao mesmo período do ano anterior

Guarapuava - As mudanças no rigor da lei seca resultaram num grande aumento de prisões por embriaguez ao volante em Guarapuava. Só dentro da cidade, 18 pessoas foram presas entre o dia 1º de janeiro e a última quinta-feira, 31. A média é de mais de uma detenção a cada dois dias. A nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito, relacionada ao poder atribuído à Polícia Militar, começou a valer no dia 21 de dezembro do ano passado.
Em janeiro de 2012, apenas uma pessoa havia sido encaminhada pela Polícia Militar à 14ª SDP (Subdivisão Policial) de Guarapuava por esse crime. O aumento, de 1.700% em 2013, foi possibilitado pela alteração que passou a levar em conta outras provas para constatar embriaguez ao volante, além do teste do bafômetro.
Na comparação com o último mês de dezembro, janeiro deste ano registrou um aumento de 200%. Com operações, a PM havia detido seis pessoas entre o dia 1º e o dia 31 daquele mês – incluindo dez dias em que a nova regra já estava em vigor.
 
De acordo o Pelotão de Trânsito do 16º Batalhão de Polícia Militar, em 2013, não houve blitze voltada apenas à fiscalização de embriaguez ao volante em Guarapuava.
 
“Essas prisões ocorreram em operações de rotina, algumas, em parceria com a polícia rodoviária. Os detidos se envolveram em acidentes de trânsito, ou apresentavam uma conduta incoerente com a que deve ter um motorista”, explicou o comandante do PPTran, tenente Irwind Rudnick.
Com a nova Lei Seca (Lei 12.760/2012) ficou mais fácil constatar o crime de alcoolemia, não sendo mais necessária a realização do teste do “etilômetro”. Agora, valem os depoimentos do policial e de testemunhas, imagens em vídeo, testes clínicos e qualquer prova que o agente puder se valer para comprovar a embriaguez do motorista.
Além disso, a multa para esse tipo de infração ficou mais alta, se aproximando ao valor de R$ 1.915. Em caso de reincidência, pode chegar a R$ 3.830.
Antes, o policial podia constatar a embriaguez e aplicar a multa, no valor R$ 957,70. No entanto, a infração só era considerada crime se o motorista concordasse em realizar o teste do bafômetro o aparelho apresentasse o resultado acima de 0,34 mg/l (miligramas de álcool por litro de sangue).
“Muitos se recusavam a fazer o teste e preferiam pagar a multa. Ainda hoje, muitos se negam a realizar o teste, por não terem conhecimento da lei, mesmo sendo orientados pelos policiais”, lembrou Rudnick.
 
Fonte: Diário de Guarapuava

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